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Era uma vez uma faixa roxa…

19 Jun

Com um pouco de atraso para publicar, mas ->  No mês passado estive incrivelmente monotemática… sim, só estava pensando no meu exame de faixa do kungfu. E eu vim aqui no blog manifestar todo o meu amor pela minha faixa roxa. Sim, eu vou falar da minha faixa roxa, porque mais do comemorar a conquista da faixa vermelha, acho que o que importa nesse momento é ter concluído essa fase tão incrível na minha vida de kungfu. Minha história na faixa roxa acho que começa lá atrás, quando uma faixa laranja teve sua primeira grande derrota no kungfu, ao treinar muito para seu primeiro campeonato e ter um desempenho baixinho baixinho – nem consegui fazer as formas inteiras, tamanho era o nervosismo.

12.06.2010 Brazil International Kung Fu Championship Tournament – TSKF

A decepção foi grande pois a expectativa era grande, na época, quem participava de campeonato e tinha concluído a matéria recebia a próxima graduação e assim veio minha faixa verde. Eu queria merecê-la, queria ser digna de tê-la mesmo tendo ido mal no campeonato. Treinei muito depois de terminar a matéria da verde e fiz um exame segura e preparada – o fantasma da derrota do campeonato se desfez no dia que recebi, por mérito, minha faixa azul. Minha faixa azul também foi muito especial. Acho que foi quando, de tanto meus instrutores falarem, comecei a entender que tinha que socar e não só jogar o braço pra frente, passei a fazer as coisas mais forte, me apaixonei pelo Bruce Lee e comecei a assistir filmes, ler livros e blogs de kungfu com mais frequência. Foi quando fiz pela primeira vez uma demonstração na academia para alunos que vem conhecer e fazer aula introdutória. É, na hora senti vontade de matar o Danillo, mas ele ter me colocado pra fazer o bastão naquele momento foi certamente um divisor de águas para mim. A faixa azul e o exame me trouxeram minha querida faixa roxa.

Desde que entramos na academia ouvimos que certas coisas são admitíveis até à FAIXA ROXA. Que na faixa roxa começa-se realmente à aprender Kungfu, pois não basta mais repetir movimentos é preciso carregar o conceito do kungfu. Não que eu tenha dominado tudo isso, mas realmente foi uma fase muito diferente que começou um mês antes do meu segundo campeonato, quando fiz o exame.

Com o Shifu Gabriel no exame da Faixa Roxa

Foi na faixa roxa, com todo o conhecimento e equilíbrio emocional adquiridos em cada uma das faixas anteriores, que participei do meu segundo campeonato e trouxe 4 medalhas para casa. As medalhas não são de ouro, não fiquei em primeiro lugar, mas eu fui vencedora – superei meu trauma de campeonato, superei meu nervosismo e fiz todas as formas inteiras e sim – tive um ótimo desempenho! Fiquei muito feliz comigo e me senti vitoriosa. 😀

Brazil International Kung Fu Championship Tournament – TSKF – 2011

Sempre admirei o Pam Po Kiu – uma forma da faixa roxa – e ficava imaginando o dia que eu conseguisse fazer aqueles movimento e de fato, imitar o louva a deus. O pam po kiu (passos de Pam) é a primeira forma de louva a deus que aprendemos no currículo da TSKF.

Curti muito minha faixa roxa, cada minuto dos 11 meses que estive com ela. Parece muito tempo para algumas pessoas, mas além de não ter pressa para mudar de faixa, eu esperei tanto para chegar na roxa que sempre quis entender cada movimento e fazer tudo bem feito. Sempre tive orgulho da minha faixa, como de todas as outras e aproveitei muito bem, sem pressa nenhuma de deixá-la.

Chegado o momento, me preparei para o exame, pela primeira vez com uma parceira – a Giselle! Treinamos juntas e sonhamos juntas com um exame bem feito. [Obrigada Gi, pelos treinos extras, pelas um milhão de aplicações que fizemos juntas! *_*]

Bônus – já fui chamada de Faixa Açaí!

O dia do exame foi especial e diferente do que eu esperava. Eu me preparei bastante.  Consegui controlar meu corpo e sabia o que estava fazendo na hora do exame, coisa que nunca tinha acontecido antes. O nervosismo tava lá, eu fiquei com falta de ar, o Sandro (instrutor) me ajudou e eu consegui terminar tudo. Não foi perfeito, mas consegui fazer o que eu sabia, e por isso me senti satisfeita.

Depois foi a tensão de esperar resultado… agora mudou, você fica sabendo se mudou de faixa pela internet, e pega a faixa nova na academia no outro dia. No fim deu tudo certo. Consegui concluir esse ciclo e guardar com todo carinho do mundo a fase da faixa roxa. Agora são novos desafios, da minha tão linda quanto – Faixa Vermelha! 😀

Ela é lindona, não é?

Sobre mestres II : Ao mestre, com carinho.

13 Mar

Ter mestres na vida é para poucos, ser um mestre é para mais poucos ainda.

Hoje vou falar de um grande mestre que tive a felicidade de ter em minha vida.

O engraçado foi que conheci o @, antes de conhecer a pessoa. O perfil @tskf retuitou um tweet meu, quando eu ainda era faixa branca.

Eu não fazia ideia quem estava por trás, fiquei super orgulhosa “poxa, o @tskf tinha retuitado”.

Depois disso fiz exame, passei pra faixa amarela, era uma fase totalmente nova, eu estava confiante. Algumas coisas mudaram: O Sifu Gabriel voltou para a matriz, o Antônio voltou pra Casa Verde… E o Danillo Concenzo ~ vulgo @tskf  ~ veio pra filial da Vila Madalena e também para a minha vida.

A faixa branca foi a mais sofrida pra mim, quando passei pra amarela, eu estava menos tensa, peguei gosto por graduar-me e tinha pressa em terminar a matéria e fazer  o próximo exame. Eu queria aprender as coisas, rápido. E então, veio o Danillo, com uma grande primeira lição no kungfu.

Kungfu é muito mais que exame, que graduação, que aprender matéria nova.

Danillo ficou a aula toda corrigindo meus básicos da faixa amarela, que eu achava que sabia, e eu não aprendi matéria nova nenhuma aquele dia, mas aprendi muito kungfu.

Outro dia ele colocou um capacete na cabeça e me fez mirar o soco na cabeça dele a aula toda, e teve revanche, claro! Cada golpe, mesmo que não acerte, é pra ser tratado como um golpe de verdade, e deve ser mirado no lugar certo… Isso pode ser óbvio, mas para uma menina como eu que nunca brigou de verdade, e que tinha sérios problemas para se imaginar numa luta, não era – e nem é – tão óbvio assim. Foi assim também com o Lie tien kuan, era preciso colocar verdade nos movimentos.

Claro que até hoje ele corrige minhas aplicações, o lugar para onde estou mirando o soco etc.. Mas acho que já melhorei muito, principalmente porque tenho uma outra visão do kungfu.

O Danillo esteve presente na minha primeira grande decepção dentro kungfu : meu primeiro campeonato. Muitas pessoas me animaram e todos tinham histórias do primeiro campeonato pra contar.

Quando eu achei que não merecia a faixa verde porque fui graduada pela participação no campeonato, o Danillo olhou no meu olho e falou palavras bonitas como todo mundo, mas as palavras não foram o que marcaram, foi o fato de eu ver e sentir que ele acreditava em mim, muito mais do que eu mesma. E, se alguém que eu admirava tanto acreditava em mim, era hora de eu começar a acreditar também!

O Danillo sempre teve um dom estranho para saber quando eu tinha algum problema fora da academia, certa vez ele disse uma coisa que eu vou lembrar sempre:

“Não tem como ser forte em uma coisa e ser fraca em outra. Você é forte dentro da sala de treino, você é forte em todas as outras coisas”.

Não posso falar muito da história do Danillo no Kungfu, porque eu estou apenas há dois anos na TSKF, a história que posso contar é como ele influenciou positivamente a minha vivência e desenvolvimento nessa arte marcial.

Mais que a técnica que ele me passou nesse tempo e a paciência que sempre teve, o grande legado foi o de acreditar.

Eu não sou talentosa, não sou forte, nem ágil e nem flexível, mas o Danillo me ensinou que não é por isso que eu não posso ser uma boa artista marcial. Que tais coisas se compensa com o treino e tempo. As coisas necessárias são outras, aprendi a acreditar em mim e na minha capacidade.

Agora o Danillo vai partir, vai continuar fazendo a história da TSKF e também do Kungfu no Brasil, mas em Minas Gerais. Vamos todos sentir muita falta, mas a Vila Madalena foi apenas mais um capítulo de uma história bem maior. Um capítulo bonito, feliz e muito bem feito, que mudou a vida de muita gente.

Obrigada por tudo, Danillo Cocenzo!

The Tai Chi Master

31 Jan

Em português “Batalha de Honra“, estreado por Jet Li e Michelle Yeoh, o título em inglês aparece também como “Twin Warriors“, direção de Yuen Woo.

Fazia um tempinho que estava querendo assistir esse filme.

Ele é antigo (1993), mas como disse antes, só comecei a me interessar pelo gênero depois que comecei a fazer kungfu (em 2009).

Não consegui achar uma versão legendada,  e acabei assistindo online a versão dublada mesmo.

A história é sobre dois amigos de infância que crescem no templo shaolim, depois de crescidos são expulsos de lá e seguem caminhos opostos.

O personagem de Chin Siu Ho, Tienbo, é cruel desde o primeiro olhar ainda criança,  quando entra no templo e conhece Junbao (Jet li). Mas os dois crescem juntos, como irmãos e aprendem kungfu ao observar os outros monges e treinando um com o outro.

Não vou contar muita coisa da história, mas à certa altura do filme Junbao (Jet Li) tem as mãos os ensinamentos que o mestre havia dado antes que saissem do templo, sobre o Tai Chi Chuan e faz deste seu estilo de luta.

As cenas são lindíssimas e o enredo é bom, ainda que bastante maniqueísta, prende a atenção.

Deu até vontade de voltar a fazer as aulas de Tai Chi que a TSKF também oferece, voltarei quando puder. ^-^

Anotei algumas coisas bonitas, mas não encontrei citações na internet, então pode ser que não estejam totalmente certas…

“Livre-se do peso

Não use a força, use a força de quem o ataca.

Deixe a natureza agir, ser suave e ao mesmo tempo intenso.”


 

Segue o trailer


Fica registrado…um ótimo filme pra quem gosta de filme de artes marciais 😉

————————————–Ps————————————————————-

Vi que estão vendendo na Americanas o dvd.

Pra quem está lendo este post hoje, 31 Jan, segunda-feira, vai passar Reino Proibidio hoje na Globo, bom pra ver e rever #fikdik

Arte da guerra na sua vida

28 Dez

Particularmente eu gosto de ler coisas orientais porque, como já disse antes, é uma coisa que abre a cabeça. Tem muita coisa interessante na nossa filosofia, mas a oriental traz conceitos tão diferentes quanto ricos, eu busco sempre tentar encontrar minhas próprias respostas, e por isso, nada melhor que ver a vida sob outros pontos de vista.

Arte da Guerra” é aquele tipo de livro que a gente sabe que vai ter que ler um dia, no meu caso, esse dia chegou quando resolvi comprar pela primeira vez um daqueles livros das máquinas de livros do metrô, a edição não é tão ruim (mesmo eu nunca me satisfazendo com essas traduções).

É um tratado militar escrito no século IV a.c. por Sun Tzu, e sim, ele só fala de guerra e estratégias bélicas, e não há nenhuma nota de editor dizendo “olha como isso tem a ver com o seu dia a dia”, e mesmo assim é possível se fazer muitos paralelos. Eu vou colocar muitas frases aqui, mas não substitui a leitura, pois não é só o que está sendo dito mas todo o contexto e porquês, que nem se eu quisesse eu conseguiria colocar aqui.

Praticamente ele vai descrevendo quais são os caminhos do fracasso e sucesso numa guerra, simples, direto, sem complicações, e vai contando algumas histórias para ilustrar. (todos grifos meus)

“Vencer cem vezes em cem batalas não é o auge da habilidade, mas, sim, subjulgar o inimigo sem precisar lutar.”

Vamos lá…coisa bonita pra se ler e reflertir

“Faça com que soa força seja percebida pelo inimigo como fraqueza, e sua fraqueza como força. Ao mesmo tempo, aja de maneira tal que a força dele se torne fraqueza; assim, descubra onde ele não é realmente tão forte… Esconda suas pegadas de forma que o adversário ou ninguém possa discerni-las; mantenha o silêncio para que o hostil ou ninguém possa ouvi-lo”.

E agora uma bem ao estilo “Be Water, my friend” do Bruce Lee:

“Pode ser chamado de divino quem é capaz de vencer por modificar suas táticas de acordo com a situação inimiga pois, dos cinco elementos, nenhum é sempre predominante; das quatro estações, nenhuma dura para sempre; dos dias, uns são longos e outros curtos, e a lua cresce e míngua.”


Que tal essa pra explicar pro seu chefe, que sem trabalho em equipe vai sempre se estar atrás da concorrência. (por mais recursos e dinheiro que se tenha).

“Sendo o exército confuso e suspeito, os regentes vizinhos serão um permanente problema. Um exército confuso leva o outro à vitória.”

ou

“Um general hábil busca vitória pela situação e não a exige de seus subordinados, sabe selecionar os homens certos e estes exploram a situação.

Essas praqueles momentos que você se sente pressionado a agir sem saber se deve, praqueles que não sabem distinguir covardia de bom senso:

“Será vitorioso aquele que sabe quando pode lutar e quando não pode.”

“Será vitorioso quem sabe quando usar tanto as grandes quanto as pequenas forças.”

“Os habilidosos na guerra podem tornar-se invencíveis, mas não podem causar a vunerabilidade inimiga”

“A invencibilidade reside na defesa; a possibilidade de vitório, no ataque”

Pra um eventual bibliotecário que esteja lendo isso

“Geralmente, não há diferença entre administrar muitos e administrar poucos. Trata-se de uma questão de organização”

E para um eventual arquiteto de informação

“O que é difícil, na arte das manobras, é fazer com que o desvio seja o mais direto possível, transformando o infortúnio em vantagem”.

tem essa também

“Não podem conduzir a marcha de um exército aqueles que não conhecem as condições de montanhas e florestas, desfiladeiros, pântanos e terrenos perigosos. E os que não usam guias locais são incapazes de obter as vantagens do terreno.”

E pra quem se sente com pouca inspiração….aqui uma lição de criatividade:

“São apenas cinco as notas musicais; contudo as melodias que estas produzem são tão numerosas que é impossível ouvir a todas.

São apenas cinco as cores primárias, entretando, as combinações que produzem são tão numerosas que é impossível visualizar a todas.

São apenas cinco os sabores, mas suas misturas são tantas que é impossível provar a todas.

Na batalha, temos situação idêntica:temos somente forças normais e extraordinárias, mas suas combinações não têm limites, ninguém pode compreender a todas.”

É, o livro é uma lição, do tipo… apenas faça, tem tudo que precisa das mãos

“Na batalha, valha-se de uma força normal para o combate e utilize a extraordinária para vencer”.

“Aparente  confusão é produto da boa ordem; aparente covardia, de coragem; aparente fraqueza, de força. Ordem ou desordem dependem de organização; coragem ou covardia, das circunstâncias; força e fraqueza, das disposições.”

E mais filosoficamente

“Há certas estradas que não se deve seguir.”

Sobre auto conhecimento

“…aquele que conhece o inimigo e a si mesmo, lutará cem batalhas sem perigo de derrota; para aquele que não conhece o inimigo, mas conhece a si mesmo, as chances para a vitória ou para a derrota serão iguais; aquele que não conhece nem o inimigo e nem a si próprio, será derrotado em todas as batalhas…”


E pra terminar, segundo Sun Tzu, para se atrair a derrota, há seis condições básicas (né)

“- Desdenhar o cálculo da força inimiga

– Ausência de autoridade

– Treinamento ineficaz

– Cólera injustificável

– Desrespeito à disciplina”

Pra quem curte a parte sangrenta da coisa, não é por acaso que Jet Li está  ajudando a ilustrar o post, deixo o trailer do filme “Senhores da Guera” (“The Warlords“) que é o ambiente que imagino que tenha sido o que o Sun Tzu escreveu seu tratado, e um ótimo filme para quem gosta de filmes do tipo.

“Nenhum vento sopra a favor de quem não sabe onde vai.”

26 Mar

Já faz um tempo que quero postar algo sobre o kungfu.

A arte que mudou a minha vida. Definitivamente!

Eu sei, parece exagero, mas não é…

Lendo o post do nosso mestre, o Sifu Gabriel consegui colocar em palavras a sensação única que é aprender Kungfu.

Ainda é difícil pra mim. Eu comecei por questão de saúde e peso, queria me manter magra mas sem ter que ir à academia…Pensei em Muay Tay, Boxe, várias coisas, não queria nada que tivesse que usar kimono.

Feliz coincidência era que a academia mais próxima de casa era a de Kungfu, que eu não fazia ideia do que era. Passei lá e marquei uma aula introdutória…de manhã. Acordar cedo nunca foi fácil pra mim, ainda mais quando não se tem obrigatoriedade, enfim…eu acordei e fui correndo para a academia, consegui chegar lá 8h da manhã em ponto!

Quem disse que pude participar da aula…o instrutor falou que eu ia ter que remarcar. Eu já estava com muita raiva, pq tinha acordado cedo para nada…e aí ele começou a falar da disciplina das artes marciais, do preparo antes de um treino etc etc…Esse instrutor é espetacular, ele tem uma energia incrível, e aquela raiva que eu estava logo passou, como mágica…Como ficar assim perto de uma pessoa com a paz interior que ele transmite? Impossível!

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Kungfu

Na outra semana fiz a tal aula introdutória e acabei fechando o contrato de 6 meses. De cara eu gostei porque não precisava usar kimono, não era porrada, não ia me deixar cheia de roxos e a ginástica era puxada…

Não é legal ser faixa branca, vc se sente looser, newbiee seilá…Mesmo achando o kungfu muito dificil eu não parei. Eu nunca na vida tinha feito nada parecido, achava impossível decorar aqueles 24 golpes do fu chin chuan e ainda fazer naquela velocidade…Bom, ao final de 4 meses eu sabia, não só ele todinho como outras coisas também. Tinha muito medo do exame, o simulado foi dificílimo…O mestre pegou pesado, só tinha eu de faixa branca, e errei muito…estava mega nervosa… Acabei fazendo o exame e no dia estava beeem nervosa tb, eu tremia!! Mas consegui, agora sou faixa amarela, a sensação de newbie já era… :D. Tirei 8 em todas as matérias, foi uma conquista incrível pra mim, uma superação!

Além desse ganho físico evidente – fôlego, forma física, força, equilíbrio, vem o ganho mental que é tão bom quanto senão maior ainda.

O kungfu trouxe de volta minha auto estima, minha força. Sofri muito nessa vida, mesmo sendo tão nova, e ultimamente estava me deixando abalar muito fácil, eu achava que a fase boa da minha vida já havia passado… Depois do kungfu minha força ressurgiu em mim, não é qualquer coisa que me derruba, que me tira a alegria, que tira meu entusiasmo diante da vida.

O mestre citou Sêneca e agora eu cito também “Nenhum vento sopra a favor de quem não sabe onde vai.”

Essa arte trouxe de volta a energia que eu tinha quando era criança e sabia que tinha a vida toda pela frente, tenho coragem de lutar pelos meus sonhos. Não há nada que eu não seja capaz, basta disciplina, força de vontade e a típica persistência (capricornial ou não) está renovada e vive forte dentro de mim mais do que nunca!

Foi o melhor investimento que fiz na minha vida nos últimos tempos. Coincidência ou não, foi muita sorte ter uma tskf perto de casa, onde pessoas admiráveis me ensinam a arte do kungfu! ;D

Só posso agradecer!

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