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Sobre heróis II

13 Nov

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Já escrevi sobre heróis, sobre meu pai por aqui. E foi um presente reler, especialmente porque ele havia comentado e eu nem me lembrava mais.

Hoje é dia de escrever de novo, com toda a emoção e inspiração desse momento tão difícil. Agradeço de coração à todos que nos deram apoio nesse dia tão triste em nossas vidas, e obrigada pela força que vocês me enviaram para eu conseguir fazer essa homenagem para ele.

Meu pai nos ensinou tanta coisa, e são essas que vou levar aqui comigo como prova viva de sua existência grandiosa.

Meu pai era um desbravador, não havia porta que ele não abrisse. E quantas dessas portas pareciam sequer existir. Ele enxergava portas que ninguém mais enxergava, ele criava as próprias portas.

Ele criava os próprios caminhos.

Não somos de um único lugar, pertencemos ao mundo.

Essa é a nossa herança: meu pai nos ensinou a enfrentar o medo, enfrentar o desconhecido, a não desanimar frente às vozes que dizem “que aquilo não é para gente”.

Dizem que o homem é do tamanho de seus sonhos, e se for mesmo assim meu pai era grande, infinito, eterno.

Guardo aqui comigo a imagem de um homem incansável, sempre com pressa.

Pressa de viver, pressa de realizar.

E foram inúmeras as realizações, mas certamente nossa família foi a maior delas.

Nós somos também filhos do mundo, com o coração livre, bravo, corajoso. Mas com a alma sempre presente com os seus, sempre unida por um pertencer e um amar que está além dos olhos, do tempo e do espaço.

Por mais longe que estejamos, sempre nos pertencemos, sempre fomos nossos.

E é assim que você está hoje, pai – seu coração já não pertence a este mundo, mas sua alma eterna continua olhando e cuidando de sua linda esposa e dos filhos seus, que tanto lhe amam.

Que nossa senhora aparecida o acolha em seus braços doces e lhe dê o descanso merecido. Não se preocupe, que o senhor nos ensinou a nos virar, a dar a volta por cima e ter os olhos sempre frescos e esperançosos pela vida.

Nós vamos amar vc pra sempre!

Paula, Bruna, Mateus e Edna

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2013

23 Jun

O ano está quase no meio e aqui estou eu, a contar o quanto tudo tem sido extraordinário neste ano.

Dizem que o que os Maias previam não era o fim do mundo físico, mas o fim do mundo que estávamos vivendo para começo de outro.

E..olha sou tentada a acreditar e muito em tudo isso.

Aconteceu TANTA coisa comigo em 2013.

Mas vou começar pela resolução de ano novo que eu me coloquei nessa virada

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<> RECLAMAR MENOS <>

Reclamar acabou virando uma mania minha, algo que eu havia me acostumado a fazer. E eu resolvi PARAR. Isso porque reclamar não tem utilidade alguma.

– Não muda nada

– Não faz você se sentir melhor

– Não faz outras pessoas se sentirem melhor

– Não muda atitudes

– Não muda a sorte.

Isso porque, gente, reclamar é exatamente o contrário da atitude, as lamentações atraem energias bem ruins e aí tudo tende a piorar.

Em 2013 eu resolvi parar de reclamar. Parte porque comecei a perceber o quanto isso era inútil e parte porque eu estava me tocando o quanto estava estagnada nas coisas.

Ou talvez seja o 21 de Dezembro que tenha mudado tudo,né ?

Em 2013, emagreci todos os quilos que há anos me incomodavam e eu SÓ RECLAMAVA – saiba mais em www.dukanbrasil.com – resolvi mudar as minhas atitudes e cheguei ao corpo que eu tanto havia sonhado, desde que me lembro por gente.

Em 2013 eu tive sim motivos para reclamar: Nos primeiros dias do ano eu machuquei o pé em casa e tive que parar a coisa que mais amava – o kungfu! 😦

Parando exercícios, eu fui acumulando stress, trabalho, pressão e acabei passando por uma das piores coisas da minha vida – PARALISIA FACIAL COM PERDA AUDITIVA. Juro, foram quase dois meses de desespero. Meu rosto parando de funcionar de um lado dia a dia, e perdendo a audição.

Eu fui para uma formatura muito especial com o rosto paralisado. Eu fui parar num Hospital e fiquei lá por dias. Eu me senti fraca, insegura e sozinha.

Mas eu fiz de cada pedra realmente um degrau. Os dias no hospital serviram para eu me reconectar com Deus e especialmente com meus sonhos, com quem eu sou e onde quero chegar.

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Conforme meu sorriso foi voltando, minha auto estima nascia. E meu sorriso, a cada que sempre gostei tanto em mim voltava, diferente e antes, agora é o sorriso de alguém que aprendeu que a vida vale muito a pena, que ela é um presente, é uma sorte.

paula azevedo macedo

Cada dia, por mais friorento, cansativo e cinzento que seja, é um ótimo dia. É mais uma oportunidade para fazer tudo diferente.

Esse ano eu comecei uma pós, que eu tanto queria. Comecei um trabalho novo, e tenho que começar tudo de novo. Estou no zero. Mas o zero é tão cheio de possibilidades.

O que fazer quando a xícara já está cheia ? Não há nada a ser feito.

Pois minha xícara está vazia, e eu estou imensamente aberta para todos os aprendizados do mundo. Para ouvir cada conversa, para me deliciar com cada olhar, para absorver e soltar cada conversa, deixar essa vida tão linda fluir e permitir que eu seja o melhor que eu possa ser.

Esse ano o Fabrício Teixeira me convidou para ser colabora no Blog de Ai, o Gustavo Henn me indicou para dar um curso online de Arquitetura de Informação para Bibliotecários.

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Tudo isso é esplêndido. Isso é como um presente de Deus, um sorriso largo dele que me diz:

tá tudo certo, garota, confia, vai em frente. São 09 anos nada fáceis em São Paulo, não reservei nada fácil para você

E aí…a cada dia eu lembro das poesias que eu amava quando adolescente, do meu poeta favorito:

Para ser grande, sê inteiro

Nada teu exagera ou excluir

Sê todo em cada coisa

Põe o quanto és no mínimo que fazer

Assim como, em cada lago

A lua toda brilha porque alta vive

As coisas não estão mais fáceis que antes. É cada leãozinho cascudo que me aparece todo dia, eu sou dessas pessoas que idealiza tudo, e aí a realidade nunca é bonita como nos sonhos.

Mas eu não desisti deles, porque dia a dia, acontecem coisas muito maravilhosas, que eu jamais havia sonhado.

E vamos lá, força e sorriso no rosto.

Porque como dia Madre Tereza, a paz começa com um sorriso e ele tem sido minha arma mais eficiente nesse nosso mundo!

Tudo que eu posso fazer é agradecer todo dia, por meu rosto ter voltado e por todas as oportunidades que a vida tem me oferecido.

O Menino que Carregava Água na Peneira

15 Mar
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Gente, hoje recebi uma notícia boa, mas assim como a supertição de grávida – só compartilho com o “mundo” quando rolar de verdade.
 
Recebi essa poesia de uma tia (jovem) que mora longe, era de ontem, dia da poesia.
 
Mas é tudo que faz meu coração vibrar: poesia, vazio, palavras
 
O Menino que Carregava Água na Peneira
Manuel de Barros
 
Tenho um livro sobre águas e meninos.
Gostei mais de um menino
que carregava água na peneira.

 

A mãe disse que carregar água na peneira
era o mesmo que roubar um vento e
sair correndo com ele para mostrar aos irmãos.

 

A mãe disse que era o mesmo
que catar espinhos na água.
O mesmo que criar peixes no bolso.

 

O menino era ligado em despropósitos.
Quis montar os alicerces
de uma casa sobre orvalhos.

 

A mãe reparou que o menino
gostava mais do vazio, do que do cheio.
Falava que vazios são maiores e até infinitos.

 

Com o tempo aquele menino
que era cismado e esquisito,
porque gostava de carregar água na peneira.

 

Com o tempo descobriu que
escrever seria o mesmo
que carregar água na peneira.

 

No escrever o menino viu
que era capaz de ser noviça,
monge ou mendigo ao mesmo tempo.

 

O menino aprendeu a usar as palavras.
Viu que podia fazer peraltagens com as palavras.
E começou a fazer peraltagens.

 

Foi capaz de modificar a tarde botando uma chuva nela.
O menino fazia prodígios.
Até fez uma pedra dar flor.

 

A mãe reparava o menino com ternura.
A mãe falou: Meu filho você vai ser poeta!
Você vai carregar água na peneira a vida toda.

 

Você vai encher os vazios
com as suas peraltagens,
e algumas pessoas vão te amar por seus despropósitos!
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